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Adelina Lydia Bittencourt

Atualizado: 24 de jul. de 2023



Nasceu em 06 de dezembro de 1870, em Porto Alegre. Filha caçula do primeiro matrimônio de Aurélio Viríssimo de Bittencourt e Joanna Joaquina de Bittencourt, tendo como irmãos Aurélio Júnior, que atuou como juiz em Porto Alegre, e Sérgio de Bittencourt, um dos fundadores do jornal O Exemplo. A formação para normalista (professora) de Adelina Lydia inicia-se no ano de 1886. O jornal A Federação faz referência a Adelina como estudante, provavelmente, uma das únicas estudantes negras da Escola Normal. Neste curso para a preparação de professoras, foi aprovada com distinção nas disciplinas de música e canto. Sua formatura ocorreu no ano de 1888 com uma premiação por destaque em várias disciplinas. Com 27 anos, em 29 de maio de 1897, se casa na Igreja Nossa Senhora da Madre de Deus com Júlio Jose Machado, funcionário municipal. Em janeiro de 1900, Adelina já atuava na Escola Complementar em turmas somente para meninas. No ano de 1902, nasce Celina sua primeira filha. Posteriormente, em 1906, surge novamente nas páginas do jornal A Federação, como uma das regentes da Escola Complementar onde lecionou sete anos. Já em 1910, ministrava aulas para turmas mistas, de meninos e meninas. Nos anos seguintes, surge nas colunas sociais do referido jornal, sempre na data de seu aniversário. Em dezembro de 1925, faleceu durante seu discurso no Colégio 13 de Maio. Após a sua morte, em janeiro de 1926, no obituário de O Exemplo, jornal da imprensa negra, é destacada a trajetória de Adelyna, mulher negra e professora nas primeiras décadas do século XX.

[...] De gênio afável e comunicativo, o trespasse dessa professora repercutiu consternadora mente no círculo de suas relações, tanto mais quanto bem triste foi o seu falecimento: escolhida pelas suas alunas para paraninfar a turma daquelas que, no ano findo, concluíram o curso elementar no Colégio 13 de Maio, cerimônia efetuada na manhã daquele dia, a professora Adelina proferiu, então, eloquente discurso, repleto de conselhos e ensinamentos e, após concluir a leitura do mesmo, passados poucos minutos, sentindo-se repentinamente mal, tombou ao solo, já morta, pouco depois das 9 horas da manhã. Na manhã de 21, em meio de enorme assistência, tiveram lugar as cerimônias fúnebres de encomendação e sepultamento, na carneira nº 279 do cemitério de S. Miguel e Almas. Avultadíssimo número de coroas e buquês cobriam o ataúde, vendo-se sobre o mesmo o estandarte do Colégio 13 de Maio envolto em crepe. Antes da inumação, falou, no cemitério, a diretora daquela casa de ensino, professora Luiza Wiedmann Borges Fortes e que proferiu sentida oração, apresentando despedidas a leal companheira que tombara no desempenho e no cumprimento de seu dever (O EXEMPLO, 1926).




Bibliografia:


MATTOS, Jane Rocha. Texto apresentado IHGRS.

Jornal O Exemplo. Janeiro de 1926.

Jornal A Federação.


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