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Nega Lu

Atualizado: 25 de set. de 2023


Batizado Luiz Airton Farias Bastos em 19 de dezembro de 1950, no bairro Menino Deus, Nega Lu, como tornou-se popularmente conhecido, pertencia a um dos núcleos de famílias negras deste bairro. O pequeno comércio do avô paterno e da prestação de serviços foi a base de sustentação da família Bastos. Este pequeno negócio foi impulsionador do acesso ao magistério por uma de suas tias. Apesar de católicos praticantes, sua bisavó paterna era uma conhecida ialorixá (do batuque) na região, prática religiosa que envolvia parte da família paterna.

Órfão de mãe ainda muito criança, foi criado por esta avó ialorixá na casa onde morou toda a sua vida. A música, muito presente e marcante, foi um legado de seu bisavô pianista.

Sua trajetória estava ligada a sua atuação no circuito cultural da cidade de Porto Alegre nas décadas de 1970 a 1990. Estudou na Escola Infante Dom Henrique, onde já ensaiava seus primeiros solos inspirados nas cantoras americanas Ella Fitzgerald, Billie Holiday e Janis Joplin, com uma potente voz, destacando-se nas gincanas estudantis. Foi solista dos corais da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi bailarino clássico, coreógrafo de peças e desfiles de moda, lecionou dança, jazz e postura na Escola de Modelos La Porta.

Atuava no carnaval de rua do Menino Deus, onde marcou como um dos destaques mais conhecidos da famosa Banda da Saldanha. Nega Lu faleceu em 17 de setembro de 2005, antes de presenciar os direitos conquistados pela comunidade gay da qual fazia parte ativamente na cidade.

Na cidade baixa, há poucos anos, surgiu uma mural em grafite na rua Lima e Silva em sua homenagem.



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